O abuso das palavras de que dependia nossa doutrina oficial já estava prefigurado nos textos sagrados de Marx, Engels e Lênin. O objetivo, dizia Karel, não era contar mentiras explícitas, mas destruir a distinção entre o verdadeiro e o falso, de modo que a mentira não fosse necessária, nem possível. E ele comparava a novilíngua ao kitsch*, cujo propósito é destruir a distinção entre sentimento verdadeiro e falso, para remover a emoção da realidade e investi-la num mundo de fantasia, onde nada tem valor, mas tudo tem preço.
As Memórias de Underground – Roger Scruton
* Usualmente é empregado nos estudos de estética para designar uma categoria de objetos vulgares, baratos, sentimentais, bregas (cheesy, do inglês), que copiam referências da cultura erudita sem critério e sem atingirem o nível de qualidade de seus modelos, e que se destinam, conforme o seu crítico popularizador, Clement Greenberg, ao consumo de massa. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Kitsch)
* Usualmente é empregado nos estudos de estética para designar uma categoria de objetos vulgares, baratos, sentimentais, bregas (cheesy, do inglês), que copiam referências da cultura erudita sem critério e sem atingirem o nível de qualidade de seus modelos, e que se destinam, conforme o seu crítico popularizador, Clement Greenberg, ao consumo de massa. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Kitsch)
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