sexta-feira, 24 de julho de 2020

Ansiedade e Fé

BASTAR-SE


O difícil é ter confiança na presença constante da graça. No entanto, é essa confiança que a faz nascer.

Ela não se manifesta sempre sob a forma de uma inspiração súbita em relação com a ocasião em que me é oferecida. Mas há uma graça superior aos acontecimentos e que transparece até nas ações fracassadas.

***

A verdade que convém a cada um de nós, e que é proporcionada a suas necessidades e às condições em que ele se encontra, é-lhe sempre revelada, desde que ele seja dócil e atento.

Mas os homens têm demasiado amor-próprio para vê-la e se contentar com ela. Eles preferem as engenhosas construções de seu entendimento a esses toques simples e luminosos que se dedicam a apegar e a obscurecer.

Só dependeria de nós, se soubéssemos, quando elas se oferecem, reconhece-las e recolhê-las, que a vida de nossa inteligência fosse sempre repleta de novidade, de desembaraço e de alegria.

Ela não seria a obra penosa e irritada de um eu que se alegra muito menos de ter encontrado a verdade do que de tê-la encontrado por seu gênio próprio e por meios que são negados a outros.

O mal é que nós instamos vãmente ao espírito quando ele está mudo e que permanecemos surdos a seu chamado quando ele nos fala.


Regras da vida cotidiana - Louis Lavelle

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Vocação e Identidade

REGRAS DA VOCAÇÃO PARTICULAR


Não devemos ter medo de desenvolver todas as potências de nossa natureza individual, sem procurar imitar outro, nem procurar realizar em nós uma espécie de modelo comum e anônimo.

Ninguém deve arrefecer esse ardor de ser ele mesmo, a única coisa que pode justificar o lugar de cada ser no mundo.

O que não somos, os outros serão, e o conjunto da humanidade é a acumulação de todas as diferenças, o que não implica seu nivelamento.

***

A maior parte dos homens sempre age em razão do corpo e como se o corpo devesse ser o objeto único de seus cuidados. Mas é o contrário o que é preciso fazer. É preciso agir sempre por meio do corpo, mas como se o corpo devesse desaparecer e em razão do que sobrevive ao corpo.


Regras da Vida Cotidiana - Louis Lavelle

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Literatura e Realidade

Comparativos trazidos à tona no vídeo The Book Club: 1984 by George Orwell with Dave Rubin entre o livro, de 1949, e a realidade de 2020 que destaco:
  • Paz é Guerra, Liberdade é Servidão:
    • Racismo é Anti-racismo, Fascismo é Antifascismo.
  • 2 Minutos de Ódio:
    • Semanalmente, algum desconhecido é escolhido para o ódio porque disse algo politicamente incorreto.
  • Winston trabalhava no Ministério da Verdade apagando ou reescrevendo registros históricos:
    • Hoje, trocam-se o nome de ruas, derrubam estátuas, remover livros do currículo de escolas e faculdades porque foram escritos por homens brancos, etc. Além disso, há os censores do Facebook que tem um trabalho surpreendentemente similar ao de Winston.
  • Novilíngua, as palavras recebem novos significados:
    • Politicamente Correto. Fulano ataca imprensa é quando ele discorda da opinião do jornalista. Quando um antifa incendeia uma loja é um manifestante que fez um protesto democrático.
  • Winston não sabia exatamente que ano era, contra quem a guerra estava sendo travada no momento ou com quem tinha sido travada anteriormente:
    • Facebook, Twitter, e a imprensa não costumam ter a noção histórica, de "timeline". Novos posts e notícia surgem como se não houvesse nada antes e somem como se não tivessem consequência.
  • Duplipensar, acreditar em duas ideias que entram em contradição:
    • Criam contextos diferentes para justificar o duplipensar, sem perceber que o contexto é o mesmo. Por exemplo, Fulano e Beltrano realizam ato condenável. Fulano é do partido A ou cor de pele A e Beltrano do partido B ou cor de pele B. Um deles é absolvido e o outro condenado. 
e assim por diante.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Imposto e Administração

Dizer ao povo que ele recebe assistência por meio da dilapidação de sua propriedade pública é uma fraude cruel e insolente. Os estadistas, antes de congratularem-se pela assistência dada ao povo pela destruição de sua receita, deveriam primeiro ter-se cuidadosamente aplicado à solução deste problema – se seria mais vantajoso ao povo pagar montantes consideráveis e ganhar em proporção, ou ganhar pouco, ou nada, e ser isentado de toda e qualquer contribuição? Minha mente está convencida a decidir-se em favor da primeira proposição. A experiência concorda comigo e, creio eu, as melhores opiniões também. Manter um equilíbrio entre o poder de compra por parte do súdito e as demandas da parte do estado a que ele deverá atender é o aspecto fundamental da habilidade de um verdadeiro político. Os meios de compra são anteriores, no tempo e na estrutura. A boa ordem é o fundamento de todas as boas coisas. Para ter condições de comprar, o povo, sem ser servil, deve ser afável e obediente. O magistrado deve ter sua reverência; as leis, sua autoridade. O conjunto do povo não deve encontrar enraizados fora de usa mente os princípios da subordinação natural pela astúcia. Ele deve respeitar aquela propriedade da qual não pode partilhar. Deve trabalhar para obter aquilo que pelo trabalho pode ser obtido; e quando percebe, como geralmente ocorre, que o êxito é desproporcional ao esforço da tentativa, deve ser ensinado a buscar sua consolação nas proporções finais da justiça eterna. Quem quer que o prive de tal consolação enfraquece seu zelo e atinge a raiz de toda aquisição, assim como de toda a conservação. Aquele que faz isso é o opressor cruel, o inimigo impiedoso do pobre e do miserável, ao mesmo tempo em que, por suas especulações perversas, expões os frutos do zelo bem-sucedido e dos acúmulos de fortuna para a pilhagem do negligente, do decepcionado e do impróspero. Muitíssimos financistas de profissão não conseguem ver na receita nada além de bancos, circulação, anuidades de seguros de vida, tontitnas, aluguéis perpétuos, e todos os pequenos artigos das lojas. Em um estado de ordem estabelecida, tais coisas não devem ser tratadas com leviandade, tampouco a habilidade nelas deve ser tida por algo trivial. Elas são boas, mas são boas apenas quando assumem os efeitos daquela ordem estabelecida e são construídas sobre ela. Contudo, quando os homens pensam que esses mecanismos pobres podem oferecer um recurso para combater os males que resultam da ruptura das bases da ordem pública, e de atos que provocam ou toleram a subversão dos princípios da propriedade, eles deixarão, com a ruína de seu país, um monumento triste e duradouro do efeito de políticas absurdas e de uma sabedoria presunçosa, míope e tacanha.


Reflexões sobre a Revolução na França – Edmund Burke

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Tradição e Revolução

A sabedoria não é o censor mais severo da loucura; são as loucuras rivais que mutuamente travam uma guerra implacável, e que fazem um uso tão cruel de suas vantagens, pois envolvem o vulgar imoderado em um dos lados em suas disputas. A prudência seria neutra, mas se, na disputa entre o apego apaixonado e a feroz antipatia no tocante às coisas cuja natureza não comporta tamanho entusiasmo, um homem prudente for obrigado a escolher os erros e excessos de entusiasmo que ele iria condenar ou suportar, talvez ele considere a superstição que constrói mais tolerável do que aquela que destrói; a que adorna um país, do que aquela que o deforma; a que dá, do que aquela que saqueia; a que dispõe de benefícios equivocados, do que aquele que estimula verdadeiras injustiças; a que leva um homem a renunciar a prazeres lícitos, do que aquela que arranca dos outros a escassa subsistência de sua abnegação. É praticamente esse, creio eu, o estado da questão entre os antigos fundadores da superstição monástica e a superstição dos pretensos filósofos do momento.


Reflexões sobre a Revolução na França – Edmund Burke

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Sociedade e Responsabilidade

A sociedade é de fato um contrato. Contratos secundários sobre objetos de interesse meramente ocasional podem ser dissolvidos à vontade – mas o Estado não deve ser nivelado a um acordo de parceria em um negócio de pimenta e café, chita, ou tabaco, ou algum outro de igual teor, constituído para um interesse temporário pequeno, e dissolvido pelo desejo das partes. Deve ser visto com outra reverência, porque não é uma parceria de coisas pertinente apenas à existência animal bruta de caráter temporário e perecível. É uma parceria de todas as ciências; uma parceria de todas as artes; uma parceria de todas as virtudes e de toda a perfeição. Como as finalidades de tal parceria não podem ser obtidas em muitas gerações, torna-se uma parceria não só entre aqueles que estão vivos, mas entre aqueles que estão vivos, aqueles que estão mortos, e aqueles que estão por nascer. Cada contrato de cada Estado em particular é apenas uma cláusula no grande contrato primordial da sociedade eterna, ligando as naturezas mais baixas às mais altas, conectando o mundo visível e invisível, de acordo com um pacto fixo sancionado pelo juramento inviolável que mantém todas as naturezas físicas e morais, cada uma em seu respectivo lugar. Esta lei não está sujeita à vontade daqueles que, por uma obrigação que os ultrapassa e lhes é infinitamente superior, são obrigados a submeter sua vontade a essa lei. As corporações municipais desse reino universal não estão moralmente livres a seu bel-prazer e às suas especulações de uma melhoria contingente, para separar e dilacerar inteiramente os liames das comunidades a elas subordinadas e dissolvê-las em um caos anti-social, incivilizado e desconexo de princípios elementares. É somente uma necessidade primeira e suprema, uma necessidade que não é escolhida, mas que escolhe, uma necessidade fundamental para deliberação, que não admite discussão e não precisa de evidência, a única que pode justificar o recurso à anarquia. Esta necessidade não é exceção à regra, porque esta necessidade em si é uma parte, também, daquela disposição moral e física das coisas a que o homem deve ser obediente pelo consentimento ou pela força; mas se o que é apenas submisso à necessidade se torna objeto de escolha, a lei é quebrada, a natureza é desobedecida, e os rebeldes são proscritos, expulsos e exilados deste mundo de razão, ordem, paz, virtude e penitência frutífera para o mundo antagônico da loucura, discórdia, vício, confusão e sofrimento inútil.

Estes, meu caro senhor, são, eram, e, penso eu, serão durante muito tempo os sentimentos da parte não menos instruída e ponderada deste reino.


Reflexões sobre a Revolução na França – Edmund Burke

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Preconceito e Sabedoria

Veja, senhor, que nesta era iluminada eu sou ousado o suficiente para confessar que somos, em geral, homens de sentimentos rústicos, que, em vez de jogar fora todos os nossos velhos preconceitos, nós os valorizamos num grau bastante considerável, e, para aumentar nossa vergonha, nós os valorizamos porque são preconceitos; e quanto mais tempo eles duraram e mais geralmente têm prevalecidos, mais os estimamos. Estamos receosos de colocar homens para viver e negociar cada um pelo seu próprio estoque privado da razão, porque nós suspeitamos que este estoque em cada homem é pequeno, e que os indivíduos fariam melhor em se valer do banco e do capital gerais das nações e das eras. Muitos de nossos pensadores, ao invés de destruir preconceitos gerais, empregam sua sagacidade para descobrir a sabedoria latente que prevalece neles. Se encontram o que estavam buscando, tarefa em que raramente falham, eles consideram mais sábio manter o preconceito, juntamente com a razão envolvida, do que jogar fora a veste de preconceito e deixar apenas a razão nua; porque o preconceito, com a sua razão, tem um motivo para dar ação a essa razão, e uma afeição que lhe dará permanência. O preconceito é de aplicação imediata em situação de emergência; ele antecipadamente conduz a mente em um curso constante de sabedoria e virtude, e não deixa que o homem hesite no momento da decisão por ceticismo, confusão e indecisão. O preconceito torna a virtude de um homem em seu hábito, e não em uma série de atos desconexos. Através de um preconceito justo, o seu dever se torna parte de sua natureza.


Reflexões sobre a Revolução na França – Edmund Burke

terça-feira, 14 de julho de 2020

Imaginação e Compaixão

Mas agora tudo está prestes a mudar. Todas as agradáveis ilusões que tornavam o poder suave e a obediência liberal, que harmonizavam os diferentes tons da vida, e que, por uma assimilação branda, incorporavam na política os sentimentos que embelezam e suavizam a sociedade privada, serão dissolvidas por este novo império conquistador de luz e razão. Toda a decente roupagem da vida está prestes a ser rudemente arrancada. Todas as idéias superpostas, decoradas pelo guarda-roupa de uma imaginação moral, que o coração possui e o entendimento ratifica como necessárias para cobrir os defeitos da nossa natureza nua e claudicante, e para elevá-la à dignidade em nossa própria estimativa, devem ser destroçadas como uma moda ridícula, absurda e antiquada.

Neste esquema de coisas, um rei é apenas um homem, e uma rainha, uma mulher; uma mulher é apenas um animal, e não é um animal da mais alta ordem. Toda homenagem prestada ao seu sexo em geral, por si só e sem distinção, deve ser considerada como romance e loucura. Regicídio, parricídio e sacrilégio são meras ficções da superstição, corrompendo a jurisprudência ao destruir a sua simplicidade. O assassinato de um rei, ou de uma rainha, ou de um bispo, ou de um pai são apenas homicídios comuns; e se as pessoas por acaso ou de alguma forma ganharem com isso, tornam-nos uma espécie de homicídio muito mais perdoável, e sobre a qual não faremos um escrutínio muito severo.

No esquema desta filosofia bárbara, que é a prole de corações frios e entendimentos turvos, tão vazios de uma sólida sabedoria quanto destituídos de todo bom gosto e elegância, as leis devem ser garantidas apenas pelos seus próprios terrores e pelo interesse de cada indivíduo a partir de suas próprias especulações privadas ou na medida conveniente aos seus próprios interesses privados. Nos bosques de sua academia, onde quer que se olhe, não se vê nada além de cadafalsos. Não sobrou nada que possa despertar o afeto da comunidade. Com base nos princípios dessa filosofia mecânica, nossas instituições nunca podem ser encarnadas, se me permite a expressão, em pessoas, de modo a criar em nós amor, veneração, admiração ou ligação. Mas esse tipo de razão que expulsa as afeições é incapaz de preencher seu lugar. Essas afeições públicas, combinadas com boas maneiras, são necessárias às vezes como corretivos, e sempre como auxiliares da lei. O preceito dado por um homem sábio, que também era um grande crítico, para a construção de poemas é igualmente verdadeiro quanto aos Estados: - Non satis est pulchra esse poemata, dulcia sunto*. Deveria haver um sistema de costumes em cada nação que pudesse ser apreciado por uma mente bem informada. Para nos fazer amar nosso país, nosso país deve ser amável.

* “Não basta aos poemas ser belos; eles também devem ser doces”. Horácio, Ars Poetica, 99.


Reflexões sobre a Revolução na França – Edmund Burke

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Compaixão e Subversão

Também não é somente nestes clubes que as medidas públicas são deformadas em monstros. Eles sofrem uma distorção anterior nas academias, concebidas como seminários para esses clubes, que são encontradas em todos os locais de passeio público. Nessas reuniões de toda espécie, todo conselho, na proporção em que é ousado e violento e traiçoeiro, recebe a marca do gênio superior. A humanidade e a compaixão são ridicularizadas como os frutos da superstição e da ignorância. Ternura a indivíduos é considerada traição ao público. A liberdade é sempre vista como perfeita, conforme a propriedade se torna insegura. Em meio a assassinatos, massacres, confiscos, perpetrados ou meditados, eles estão formando planos para a boa ordem da sociedade futura. Envolvendo em seus braços as carcaças dos piores criminosos e promovendo suas relações com base em seus crimes, eles dirigem centenas de pessoas virtuosas para o mesmo fim, forçando-as a subsistir pela mendicância ou pelo crime.


Reflexões sobre a Revolução na França – Edmund Burke

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Democracia e Representação

Você vai sorrir aqui com a consistência desses democratas que, quando eles não estão em guarda, tratam a parte mais humilde da comunidade com a maior desprezo enquanto, ao mesmo tempo, fingem fazê-los os depositários de todo o poder. Seria necessário um longo discurso para apontar-lhe as muitas falácias que se escondem na natureza ambígua e genérica dos termos “representação inadequada”. Direi apenas, em justiça à Constituição à moda antiga sob a qual há muito prosperamos, que a nossa representação foi considerada perfeitamente adequada para todos os fins para os quais uma representação do povo pode ser desejada ou inventada. Eu desafio os inimigos da nossa Constituição a mostrar o contrário. Detalhar os particulares que a fazem ser considerada tão boa para promover seus fins exigiria um tratado sobre nossa prática Constituição. Declaro aqui a doutrina dos Revolucionários só para que você e outros possam ver que opinião estes senhores têm da Constituição de seu país, e porque eles parecem pensar que algum grande abuso de poder ou alguma grande calamidade, como uma oportunidade para a bênção de uma Constituição de acordo com as suas idéias, seria muito agradável aos seus sentimentos; veja por que eles estão tão apaixonados por sua representação justa e igualitária, que, uma vez adquirida, terá os mesmos efeitos em consequência. Veja que eles consideram a nossa Câmara dos Comuns como apenas “um simulacro”, “uma forma”, “uma teoria”, “uma sombra”, “uma farsa” e talvez “um incômodo”.


Reflexões sobre a Revolução na França – Edmund Burke

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Comunidade e Pátria

Para homens observadores, pareceu desde o início que a maioria do Terceiro Estado, em conjunto com uma delegação do clero tal como descrevi, enquanto perseguia a destruição da nobreza, inevitavelmente se tornava subserviente aos piores desígnios dos indivíduos dessa classe. No despojo e humilhação de sua própria ordem, esses indivíduos encontrariam um fundo seguro para o pagamento de seus novos seguidores. Dissipar os objetos que fizeram a felicidade de seus companheiros não seria sacrifício algum para eles. Homens de qualidade turbulentos e descontentes geralmente desprezam sua própria ordem quanto maiores seu orgulho e sua arrogância. Um dos primeiros sintomas que revelam de uma ambição egoísta e maliciosa é um desrespeito perdulário de uma dignidade que dividem com os outros. Ter afeição à subdivisão, amar o pequeno pelotão a que pertencemos na sociedade, é o primeiro princípio (o germe, se preferir) da afeição às coisas públicas. É o primeiro elo na cadeia que nos leva a amar nosso país e a humanidade. O interesse dessa parte do arranjo social é uma confiança nas mãos de todos aqueles que a compõem; e assim como apenas homens maus justificariam seu abuso, somente traidores a negociariam visando a alguma vantagem pessoal.


Reflexões sobre a Revolução na França – Edmund Burke