A filosofia não necessita nem de proteção, nem de atenção, nem de simpatia da massa. Cuida de seu aspecto de perfeita inutilidade e, com isso, liberta-se de toda submissão ao homem médio. Tem consciência de seu livre destino de Pássaro do Bom Deus, sem pedir a ninguém que se lembre dela, nem recomendar-se, nem defender-se. Se alguém, voluntariamente, aproveita-a para algo, ela se regozija por simples simpatia humana; mas não vive desse proveito alheio, nem o premedita, nem o espera. Como vai pretender que alguém a leve a sério, se ela começa por duvidar de sua própria existência, se vive na medida em que combate a si mesma, em que se desvele a si mesma?
----------------------------------------------------------------------------------------------------
Para que a filosofia impere, não é necessário que os filósofos imperem - como Platão quis primeiro -, nem mesmo que os imperadores filosofem - como quis, mais modestamente, depois. Ambas as coisas, a rigor, são funestas. Para que a filosofia impere, basta que ela exista; quer dizer, que os filósofos sejam filósofos. Desde quase um século¹, os filósofos são tudo menos isso - são políticos, são pedagogos, são literatos ou são homens de ciência.
A Rebelião das Massas - José Ortega y Gasset
¹ 1930
Publicado no Facebook em 4 de Outubro, 2016
sexta-feira, 28 de junho de 2019
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Minoria e Representação
-- Agora tomemos as minorias de nossa civilização, certo? Quanto maior a população, mais minorias. Não pise no pé dos amigos dos cães, dos amigos dos gatos, dos médicos, advogados, comerciantes, patrões, mórmons, batistas, unitaristas, chineses de segunda geração, suecos, italianos, alemães, texanos, gente do Brooklyn, irlandeses, imigrantes do Oregon ou do México. Os personagens desse livro, dessa peça, desse seriado de tevê não pretendem representar pintores, cartógrafos, engenheiros reais. Lembre-se, Montag, quanto maior seu mercado, menos você controla a controvérsia! Todas as menores das menores minorias querem ver seus próprios umbigos, bem limpos. Autores cheios de maus pensamentos, tranquem suas máquinas de escrever! Eles o fizeram. As revistas se tornaram uma mistura insossa. Os livros, assim diziam os malditos críticos esnobes, eram água de louça suja. Não admira que parassem de ser vendidos, disseram os críticos. Mas o público, sabendo o que queria, com a cabeça no ar, deixou que as histórias em quadrinhos sobrevivessem. E as revistas de sexo em 3-D, é claro. Aí está, Montag. A coisa não veio do governo. Não houve nenhum decreto, nenhuma declaração, nenhuma censura como ponto de partida. Não! A tecnologia, a exploração das massas e a pressão das minorias realizaram a façanha, graças a Deus. Hoje, graças a elas, você pode ficar o tempo todo feliz, você pode ler os quadrinhos, as boas e velhas confissões ou os periódicos profissionais.
Capitão Beatty em Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Publicado no Facebook em 20 de Setembro, 2016
Capitão Beatty em Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Publicado no Facebook em 20 de Setembro, 2016
quarta-feira, 19 de junho de 2019
Sábio e Ignorante
Eis aqui um exemplar precioso desse estranho homem novo que tentei definir, através de algumas das suas vertentes e facetas. Disse que era uma configuração humana sem par em toda a história. O especialista nos serve como exemplo energicamente concreto da espécie, e nos mostra o radicalismo de sua novidade. Porque, antes, os homens podiam ser divididos, simplesmente, em sábios e ignorantes, em mais ou menos sábios e mais ou menos ignorantes. Mas o especialista não pode ser inserido em nenhuma dessas duas categorias. Não é sábio, porque ignora formalmente tudo que não entra em sua especialidade; mas tampouco é um ignorante, porque é "um homem de ciência" e conhece muito bem sua partícula do universo. Teremos de dizer que é um sábio-ignorante, coisa extremamente grave, pois significa que se trata de um senhor que se comportará em todas as questões que ignora não como um ignorante, mas com toda a petulância de quem é um sábio em sua questão especial.
E de fato é esse o comportamento do especialista. Em política, em arte, nos costumes sociais e nas outras ciências, tomará posições de primitivo, de profundo ignorante; mas vai tomá-las com energia e suficiência, sem admitir - e este é o paradoxo - especialistas nessas coisas.
A Rebelião das Massas - José Ortega y Gasset
Publicado no Facebook em 6 de Setembro, 2016
E de fato é esse o comportamento do especialista. Em política, em arte, nos costumes sociais e nas outras ciências, tomará posições de primitivo, de profundo ignorante; mas vai tomá-las com energia e suficiência, sem admitir - e este é o paradoxo - especialistas nessas coisas.
A Rebelião das Massas - José Ortega y Gasset
Publicado no Facebook em 6 de Setembro, 2016
terça-feira, 18 de junho de 2019
Juventude e Aglomerações
Ao contemplar essas imensas aglomerações de seres humanos nas grandes cidades, que vão e vêm pelas ruas e que se concentram em festivais e manifestações políticas, incorpora-se em mim, obsessivamente, este pensamento: pode hoje um homem de vinte anos fazer um projeto de vida de natureza individual que, portanto, tem que ser realizado mediante suas iniciativas independentes, seus esforços particulares? Ao tentar desenvolver essa imagem em sua fantasia, não notará que é, se não impossível, quase improvável, visto que não tem à sua disposição espaço onde possa alojá-la e onde possa se mover segundo próprio ditame? Logo advertirá que seu projeto tropeça no do próximo, assim como a vida do próximo aperta a sua. O desânimo o levará, com a facilidade de adaptação própria da sua idade, a renunciar não só a todo ato, mas a todo desejo pessoal, e buscará a solução oposta: imaginará para si uma vida padrão, composta de desiderata¹ comuns a todos, e verá que, para consegui-la, terá que pedi-la ou exigi-la em coletividade com os demais. Essa é a ação da massa.
A Rebelião das Massas - José Ortega y Gasset
¹ Objetos de desejo
Publicado no Facebook em 2 de Setembro, 2016
A Rebelião das Massas - José Ortega y Gasset
¹ Objetos de desejo
Publicado no Facebook em 2 de Setembro, 2016
segunda-feira, 17 de junho de 2019
Política e Participação
E que mesmo que dê tudo certo para você, ainda sobre tempo para discutir política e entrar na política. Aquele que só pensa nos seus negócios precisa saber que daqui a pouco não haverá mais negócios. É como o sujeito que nunca vai à reunião de condomínio e vê seu espaço de morar se degradando. Nunca foi tão necessário ter gente do bem lutando pela verdade e pela decência. Isso é antigo, mas ainda vale: quem não se interessa por política, acaba mandado por quem se interessa. Então, que tal botar umas luvas e fazer a sua parte nesta limpeza?
Que Delícia Ser de Esquerda - Diego Casagrande
Texto publicado originalmente em 6 de janeiro de 2015
Publicado no Facebook em 30 de Agosto, 2016
Que Delícia Ser de Esquerda - Diego Casagrande
Texto publicado originalmente em 6 de janeiro de 2015
Publicado no Facebook em 30 de Agosto, 2016
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Democratas e Responsabilidade
Um dos fenômenos mais estranhos de nossa época, e que vai provavelmente espantar nossos descendentes, é a doutrina baseada nesta tripla hipótese: a inércia radical da humanidade, a onipotência da lei, a infalibilidade do legislador. Estas três ideias constituem o sagrado símbolo daqueles que se proclamam totalmente democratas.
Os simpatizantes desta doutrina dizem-se também preocupados com o social.
Enquanto democratas, eles têm fé ilimitada nos homens. Mas como sociais, eles consideram a humanidade como lama. Examinemos este contraste mais detalhadamente.
Qual é a atitude do democrata quando os direitos políticos estão em jogo? Como ele vê o povo quando um legislador deve ser escolhido? Oh! então, segundo ele, o povo tem uma sabedoria instintiva, é dotado de um tato admirável, sua vontade é sempre certa, a vontade geral não pode errar. O sufrágio não poderia ser tão universal.
Quando é hora de votar, aparentemente o eleitor não pede nenhuma garantia de sua sabedoria. Sua vontade e sua capacidade de escolher criteriosamente são sempre supostas.
Pode o povo permanecer sempre sob tutela? Não conquistou ele seus direitos com muito esforço e sacrifício? Não deu ele já bastantes provas de inteligência e de sabedoria? Não atingiu já a maturidade? Não está em estado de julgar por si próprio? Não conhece ele seus interesses? Há alguma classe ou alguém que ouse reivindicar o direito de se colocar acima do povo, de decidir e agir por ele? Não, não, o povo quer ser livre e o será. Ele quer dirigir seus próprios negócios e os dirigirá.
Mas quando o legislador é finalmente eleito — ah! então o tom do seu discurso muda radicalmente. O povo retorna à passividade, à inércia e à inconsciência. O legislador toma posse da onipotência. Agora é a vez de ele se iniciar, de dirigir, de desenvolver e de organizar. O povo deve submeter-se; a hora do despotismo soou. E agora observemos esta ideia fatal: o povo que durante a eleição era tão sábio, tão cheio de moral, tão perfeito, não tem mais nenhuma espécie de iniciativa. Ou se tiver alguma, ela o levará à degradação.
A Lei - Frédéric Bastiat
Publicado originalmente em 1850
Publicado no Facebook em 28 de Agosto, 2016
Os simpatizantes desta doutrina dizem-se também preocupados com o social.
Enquanto democratas, eles têm fé ilimitada nos homens. Mas como sociais, eles consideram a humanidade como lama. Examinemos este contraste mais detalhadamente.
Qual é a atitude do democrata quando os direitos políticos estão em jogo? Como ele vê o povo quando um legislador deve ser escolhido? Oh! então, segundo ele, o povo tem uma sabedoria instintiva, é dotado de um tato admirável, sua vontade é sempre certa, a vontade geral não pode errar. O sufrágio não poderia ser tão universal.
Quando é hora de votar, aparentemente o eleitor não pede nenhuma garantia de sua sabedoria. Sua vontade e sua capacidade de escolher criteriosamente são sempre supostas.
Pode o povo permanecer sempre sob tutela? Não conquistou ele seus direitos com muito esforço e sacrifício? Não deu ele já bastantes provas de inteligência e de sabedoria? Não atingiu já a maturidade? Não está em estado de julgar por si próprio? Não conhece ele seus interesses? Há alguma classe ou alguém que ouse reivindicar o direito de se colocar acima do povo, de decidir e agir por ele? Não, não, o povo quer ser livre e o será. Ele quer dirigir seus próprios negócios e os dirigirá.
Mas quando o legislador é finalmente eleito — ah! então o tom do seu discurso muda radicalmente. O povo retorna à passividade, à inércia e à inconsciência. O legislador toma posse da onipotência. Agora é a vez de ele se iniciar, de dirigir, de desenvolver e de organizar. O povo deve submeter-se; a hora do despotismo soou. E agora observemos esta ideia fatal: o povo que durante a eleição era tão sábio, tão cheio de moral, tão perfeito, não tem mais nenhuma espécie de iniciativa. Ou se tiver alguma, ela o levará à degradação.
A Lei - Frédéric Bastiat
Publicado originalmente em 1850
Publicado no Facebook em 28 de Agosto, 2016
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Propaganda e Midas
Ninguém entenderá o gramscismo se não perceber que o seu nível de atuação é muito mais profundo que o de qualquer estratégia esquerdista concorrente. Nas demais estratégias, há objetivos políticos determinados, a serviço dos quais se colocam vários instrumentos, entre eles a propaganda. A propaganda permanece, em todas elas, um meio perfeitamente distinto dos fins. Por isto mesmo a atuação do leninismo, ou do maoismo, é sempre delineada e visível, mesmo quando na clandestinidade. No gramscismo, ao contrário, a propaganda não é um meio de realizar uma política: ela é a política mesma, a essência da política, e, mais ainda, a essência de toda atividade mental humana. O gramscismo transforma em propaganda tudo o que toca, contamina de objetivos propagandísticos todas as atividades culturais, inclusive as mais inócuas em aparência. Nele, até simples giros de frase, estilos de vestir ou de gesticular podem ter valor propagandístico. É esta onipresença da propaganda que o singulariza e lhe dá uma força que seus adversários, acostumados a medir a envergadura dos movimentos políticos pelo número de adeptos formalmente comprometidos, nem de longe podem avaliar.
Olavo de Carvalho - A Nova Era e a Revolução Cultural
Publicado no Facebook em 13 de Agosto, 2016
Olavo de Carvalho - A Nova Era e a Revolução Cultural
Publicado no Facebook em 13 de Agosto, 2016
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Expressão e Impulso
Qual importância teriam os estudos das artes liberais no atual contexto da educação brasileira?
Eu dei um curso chamado “Introdução a vida intelectual”, que é basicamente o Trivium (gramática, lógica e retórica), a base da vida intelectual até hoje. Dante definia a gramática como a construção material da linguagem, a retórica é a arte da expressão e a dialética é a confrontação de ideias. Contudo, o pessoal parte para a confrontação de ideias sem sequer ter domínio sobre a língua e nem a arte de expressão. Cabeças obscuras e turvas, que não tem a mínima claridade para pensar e naturalmente têm opinião sobre tudo, mas não sabem sequer expressá-la. Quando a pessoa não tem o domínio da linguagem, da expressão e do diálogo, ela se torna impulsiva. Tudo é decidido por impulso e emoção, e essas pessoas acabam procurando afinidade e pessoas que se sintam como elas. É toda uma linguagem de estereótipos e chavões que são infindavelmente repetidos, o que se torna uma espécie de hipnose.
Entrevista com Olavo de Carvalho - O Jardim das Aflições
http://ojardimdasaflicoes.com.br/loja-virtual/
Publicado no Facebook em 7 de Agosto, 2016
Eu dei um curso chamado “Introdução a vida intelectual”, que é basicamente o Trivium (gramática, lógica e retórica), a base da vida intelectual até hoje. Dante definia a gramática como a construção material da linguagem, a retórica é a arte da expressão e a dialética é a confrontação de ideias. Contudo, o pessoal parte para a confrontação de ideias sem sequer ter domínio sobre a língua e nem a arte de expressão. Cabeças obscuras e turvas, que não tem a mínima claridade para pensar e naturalmente têm opinião sobre tudo, mas não sabem sequer expressá-la. Quando a pessoa não tem o domínio da linguagem, da expressão e do diálogo, ela se torna impulsiva. Tudo é decidido por impulso e emoção, e essas pessoas acabam procurando afinidade e pessoas que se sintam como elas. É toda uma linguagem de estereótipos e chavões que são infindavelmente repetidos, o que se torna uma espécie de hipnose.
Entrevista com Olavo de Carvalho - O Jardim das Aflições
http://ojardimdasaflicoes.com.br/loja-virtual/
Publicado no Facebook em 7 de Agosto, 2016
terça-feira, 11 de junho de 2019
Lógica e Linguagem
É a esse sistema que chamo logica brasiliensis. Ela constitui-se inteiramente de erros de leitura, distinção precária entre palavras e coisas, falta de senso das proporções, imprecisões monstruosas de vocabulário, confusões entre diferentes níveis de predicação, misturas de gêneros (e de gêneros com espécies), e demais calamidades da mesma ordem, as quais não denotam apenas ou propriamente falta de cultura e treino, mas falta daquele instinto lógico elementar que é próprio do ser humano enquanto tal e que até os mais iletrados possuem por natureza. Não se trata, pois, em geral, nem de desonestidade premeditada, nem de falha educacional, mas de uma autêntica deficiência mental, adquirida no processo mesmo de aquisição dos meios de expressão necessários ao ingresso nas classes ditas cultas.
O erro organizado - Olavo de Carvalho
http://olavodecarvalho.org/o-erro-organizado/
Publicado no Facebook em 24 de Julho, 2016
O erro organizado - Olavo de Carvalho
http://olavodecarvalho.org/o-erro-organizado/
Publicado no Facebook em 24 de Julho, 2016
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Causa e Sociedade
Os resultados respectivos em cada um desses casos¹ estão embutidos nas condições precedentes: a criança doutrinada no coletivismo é levada a adquirir uma forma de sociopatologia de desenvolvimento que reprime seu anseio inato por autonomia e assim lhe nega um aspecto fundamental de sua natureza humana. O processo de doutrinação determina sua preferência por um governo central que controle a dinâmica da sociedade e que condicione a pessoa a viver com ele. Ela não conhecerá outras possibilidades. Em vez de desejar a soberania pessoal ela será treinada para rejeitá-la. Se lhe for permitido aprender sobre auto-determinação e responsabilidade pessoal como conceitos teóricos, ela concluirá que o ideal de se viver por tais valores é algo fictício ou ilegítimo, e até mesmo imoral tanto para si mesma como para os outros. Ela concordará que tais manifestações de individualismo devem ser reprimidas pela lei, caso necessário. A cooperação voluntária será permitida em domínios muito limitados, mas não será um princípio organizador que coordena a ação humana.
Em contraste, a criança cujos anseios naturais por liberdade são nutridos pelos pais e por tradições que idealizem a auto-determinação e a cooperação escolherá viver numa sociedade onde a liberdade individual e a liberdade de se relacionar por escolha sejam garantias constitucionais, e onde o uso da coerção para qualquer propósito que não seja a proteção de tais liberdades seja considerado um mal. Uma criança criada sob essas circunstâncias descobrirá que ambos os aspectos de sua natureza bipolar² são validados pelas regras de convivência de sua sociedade. Ela aprenderá eventualmente sobre a coerção sob o coletivismo e ficará consternada com isso. Ela verá a supressão da liberdade individual como algo profundamente imoral.
Sociedades que não são nem fortemente coletivistas nem idealmente livres oferecem um “cardápio” misto ao adolescente no período em que ele imagina como poderia criar uma boa vida para si mesmo. A sociedade plural oferece alguns domínios de liberdade individual, responsabilidade e cooperação, mas seriamente limitados por políticas coletivistas reforçadas por governos autoritários. Entende-se, comumente que as democracias ocidentais contemporâneas estão em algum lugar entre o coletivismo e o individualismo. Mas também é aparente que sua posição modal não está nem mesmo próxima do ponto intermediário entre esses pólos. Em vez disso, essas sociedades, seja na Europa continental ou nas Américas, são fortemente socialistas em seu caráter e o têm sido por muitas décadas.
A Mente Esquerdista - Dr. Lyle H. Rossiter
¹ Dois casos descritos anteriormente. Um é uma “ditadura socialista rigorosa que doutrina o cidadão desde seus primeiros anos de vida numa convicção de que o coletivismo é o único modo de vida”. O outro é um caso onde “as disposições naturais da criança à liberdade individual e ao relacionamento voluntário são nutridas durante o curso de seu crescimento para a idade adulta, numa sociedade cujas tradições morais abrangem esses ideais”.
² Natureza bipolar: “um ser humano é fonte autônoma de ação, por um lado, mas completamente envolvido em relações com outros através de processos econômicos, sociais e políticos, por outro lado. Sua habilidade em agir de forma independente emerge inevitavelmente de sua habilidade em perceber o ambiente à sua volta e reagir mediante escolhas. Seu parentesco com outros emerge com igual inevitabilidade de seu desenvolvimento como animal inerentemente social.”.
Publicado no Facebook em 21 de Julho, 2016
Em contraste, a criança cujos anseios naturais por liberdade são nutridos pelos pais e por tradições que idealizem a auto-determinação e a cooperação escolherá viver numa sociedade onde a liberdade individual e a liberdade de se relacionar por escolha sejam garantias constitucionais, e onde o uso da coerção para qualquer propósito que não seja a proteção de tais liberdades seja considerado um mal. Uma criança criada sob essas circunstâncias descobrirá que ambos os aspectos de sua natureza bipolar² são validados pelas regras de convivência de sua sociedade. Ela aprenderá eventualmente sobre a coerção sob o coletivismo e ficará consternada com isso. Ela verá a supressão da liberdade individual como algo profundamente imoral.
Sociedades que não são nem fortemente coletivistas nem idealmente livres oferecem um “cardápio” misto ao adolescente no período em que ele imagina como poderia criar uma boa vida para si mesmo. A sociedade plural oferece alguns domínios de liberdade individual, responsabilidade e cooperação, mas seriamente limitados por políticas coletivistas reforçadas por governos autoritários. Entende-se, comumente que as democracias ocidentais contemporâneas estão em algum lugar entre o coletivismo e o individualismo. Mas também é aparente que sua posição modal não está nem mesmo próxima do ponto intermediário entre esses pólos. Em vez disso, essas sociedades, seja na Europa continental ou nas Américas, são fortemente socialistas em seu caráter e o têm sido por muitas décadas.
A Mente Esquerdista - Dr. Lyle H. Rossiter
¹ Dois casos descritos anteriormente. Um é uma “ditadura socialista rigorosa que doutrina o cidadão desde seus primeiros anos de vida numa convicção de que o coletivismo é o único modo de vida”. O outro é um caso onde “as disposições naturais da criança à liberdade individual e ao relacionamento voluntário são nutridas durante o curso de seu crescimento para a idade adulta, numa sociedade cujas tradições morais abrangem esses ideais”.
² Natureza bipolar: “um ser humano é fonte autônoma de ação, por um lado, mas completamente envolvido em relações com outros através de processos econômicos, sociais e políticos, por outro lado. Sua habilidade em agir de forma independente emerge inevitavelmente de sua habilidade em perceber o ambiente à sua volta e reagir mediante escolhas. Seu parentesco com outros emerge com igual inevitabilidade de seu desenvolvimento como animal inerentemente social.”.
Publicado no Facebook em 21 de Julho, 2016
sexta-feira, 7 de junho de 2019
Auto-confiança e Insegurança
Esta é, na verdade, a estratégia central da agenda esquerdista: semear a dúvida e o medo nas mentes das massas a fim de prepará-las para intrusões governamentais adicionais em suas vidas. A agenda esquerdista tenta regularmente promover a desconfiança nas pessoas, convencendo-as de que as soluções locais para os problemas são inadequadas e que as tentativas locais de solução devem ser reguladas pela burocracia do governo, sob pena de fracassarem. Os esforços do governo falham tão ou mais regularmente e, mesmo assim, os burocratas continuam a propor uma intervenção ainda maior do governo.
A Mente Esquerdista - Dr. Lyle H. Rossiter
Publicado no Facebook em 12 de Julho, 2016
A Mente Esquerdista - Dr. Lyle H. Rossiter
Publicado no Facebook em 12 de Julho, 2016
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Verdade e Sabedoria
Eu gostaria de dizer duas coisas, uma intelectual e outra moral.
O conselho intelectual que eu gostaria de dar é esse: quando você está estudando algum assunto ou considerando alguma filosofia, pergunte a si mesmo somente: quais são os fatos? E qual é a verdade que os fatos revelam?
Nunca se deixe divergir seja pelo que você deseja acreditar ou pelo que você acha que traria benefícios às crenças sociais se fosse acreditado. Olhe apenas e somente para quais são os fatos.
Esse é conselho intelectual que eu gostaria de dar.
O conselho moral que eu gostaria de dar é muito simples. Eu diria: o amor é sábio, o ódio é tolo.
Nesse mundo que está ficando mais interconectado, nós temos que aprender a tolerar uns aos outros, nós temos que aprender a aceitar o fato que algumas pessoas dizem coisas que não gostamos.
Nos só podemos viver juntos dessa forma se nós queremos viver juntos, e não morrer juntos. Nós precisamos aprender a bondade da caridade e a da tolerância, que é absolutamente vital para a continuação da vida humana nesse planeta.
Mensagem para o Futuro - Bertrand Russel
Assista: https://www.youtube.com/watch?v=IJcqP9fGBSk
Publicado no Facebook em 8 de Julho, 2016
O conselho intelectual que eu gostaria de dar é esse: quando você está estudando algum assunto ou considerando alguma filosofia, pergunte a si mesmo somente: quais são os fatos? E qual é a verdade que os fatos revelam?
Nunca se deixe divergir seja pelo que você deseja acreditar ou pelo que você acha que traria benefícios às crenças sociais se fosse acreditado. Olhe apenas e somente para quais são os fatos.
Esse é conselho intelectual que eu gostaria de dar.
O conselho moral que eu gostaria de dar é muito simples. Eu diria: o amor é sábio, o ódio é tolo.
Nesse mundo que está ficando mais interconectado, nós temos que aprender a tolerar uns aos outros, nós temos que aprender a aceitar o fato que algumas pessoas dizem coisas que não gostamos.
Nos só podemos viver juntos dessa forma se nós queremos viver juntos, e não morrer juntos. Nós precisamos aprender a bondade da caridade e a da tolerância, que é absolutamente vital para a continuação da vida humana nesse planeta.
Mensagem para o Futuro - Bertrand Russel
Assista: https://www.youtube.com/watch?v=IJcqP9fGBSk
quarta-feira, 5 de junho de 2019
Referência e Estudo
Quando um esquerdista pede a fonte de uma frase canalha de um pensador ou ditador esquerdista, ele apenas mostra que não leu nem pretende ler a obra daqueles sujeitos que ele segue.
Faça a sua parte: estude: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/faca-a-sua-parte-estude/ - Felipe Moura Brasil
Publicado no Facebook em 7 de Julho, 2016
Faça a sua parte: estude: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/faca-a-sua-parte-estude/ - Felipe Moura Brasil
Publicado no Facebook em 7 de Julho, 2016
terça-feira, 4 de junho de 2019
Solidão e Admiração
Lentamente, muito lentamente, como duas agulhas de bússola sem pressa, os pés voltaram-se para a direita: norte, nordeste, leste, sudeste, sul, sul-sudoeste; depois se detiveram e, passados alguns segundos, recomeçaram a girar com a mesma lentidão, para a esquerda. Sul-sudoeste, sul, sudeste, leste...
Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley
Publicado no Facebook em 6 de Julho, 2016
Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley
Publicado no Facebook em 6 de Julho, 2016
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Inflação e Fantasia
Sob condições inflacionárias, o povo se habitua a considerar o governo uma instituição que tem recursos ilimitados à sua disposição: o estado, o governo podem tudo.
[...]
Se a inflação é má, e se todos sabem disso, por que se teria convertido numa espécie de estilo de vida em quase todos países?
[...]
Se a inflação é má, e se todos sabem disso, por que se teria convertido numa espécie de estilo de vida em quase todos países?
As Seis Lições - Ludwig von Mises
Publicado no Facebook em 5 de Julho, 2016
Assinar:
Postagens (Atom)