Questionário sobre a prudência
– Procuro ter com frequência (se possível, diariamente) alguns momentos de silêncio e reflexão, para orar, meditar e esclarecer com Deus os assuntos fundamentais da minha vida? Peço ao Espírito Santo que ilumine a minha inteligência e oriente e fortaleça a minha vontade para seguir a verdade e o bem?
– Tenho o bom hábito de me aconselhar devidamente antes de assumir compromissos sérios, de fechar negócios arriscados ou de resolver problemas familiares e profissionais de certo vulto? Evito a autossuficiência? Caio no orgulho de dizer: "Não preciso de ninguém, isso eu resolvo sozinho"?
– Quando tenho de enfrentar algum problema que cria tensões desagradáveis (familiares, profissionais, sociais), peço a Deus que não permita que a paixão, a ira, o ódio ou rancor me privem do raciocínio lúcido?
– Guardo um silêncio prudente antes de corrigir, quando ferve a indignação? Falo só após ter transcorrido o tempo suficiente para que a correção, embora firme, seja serena e faça o bem?
– Evito duas imprudências, muito comuns e perigosas: ser afoito, e ser o eterno hesitante?
– Caio na falsa prudência dos medrosos, que não querem arriscar nada e por isso, adiam tudo, fogem de compromissos (com Deus e com o próximo) e se apavoram diante de ideais grandes e generosos? Percebo que este é o caminho garantido para a mediocridade?
– Esqueço-me de que até as pessoas mais simples me podem sugerir ideias e soluções boas, em que eu não havia pensado? Tenho respeito pelas opiniões dos demais?
– Caio na insensatez de dizer, em matérias de religião e espiritualidade, "eu não preciso de direção espiritual", ignorando que a auto direção costuma terminar no fracasso?
– A prudência do autêntico cristão deve levá-lo muitas vezes a renunciar com valentia a ambientes, situações e comportamentos que outros acham normais. Tenho a coragem de prescindir de certas amizades perigosas, de prazeres, brincadeiras e costumes (em matéria de sexo, de bebidas, de festas, de espetáculos...), que só me fazem mal e ofendem a Deus?
– Dou-me conta do sentido profundo desta frase de Cristo: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se, depois, perde a sua alma (Mt16,26)? Quem é mais "prudente", aquele que se arrisca a condenar levianamente a sua alma, ou o que não hesita em fazer os sacrifícios necessários para não perder Deus para sempre?
– Sou firme nas minhas decisões? Persevero no cumprimento das resoluções difíceis? Depois de ter refletido e pedido luzes a Deus, empenho-me em levar as coisas até o fim, sem esmorecer nem recuar perante os obstáculos?
Conclusões (Procure tirar as suas conclusões e anotá-las).