Capítulo XXVII
Há muito tempo que não me confesso; não sei mais como fazer
Oh! se é só isto o que o impede, é muito simples: vá procurar o pároco. Ou qualquer outro padre em quem você confia, quer na residência dele, quer na sacristia, quer no confessionário, e diga-lhe: Quero voltar às graças do bom Deus e me confessar. Pergunte a ele a maneira de fazer uma boa preparação e siga diligentemente os seus conselhos. Os homens podem se confessar em qualquer lugar; as mulheres, salvo em casos de doença, só podem ser ouvidas na igreja, no confessionário. Marque um horário e, no dia e hora marcados, vá com coragem: Deus estará olhando por você com amor, e o anjo da guarda estará ao seu lado; o diabo irá se enfurecer e fará o que for possível para lhe atrapalhar; por sua vez, a Santíssima Virgem e todos os santos estarão velando por você. Ajoelhe-se, calma e humildemente, faça sinal da cruz, e lembre-se que na confissão chamamos o pároco de "padre", e não de "senhor". Ali há um pai (padre) que recebe e consola seus filhos. Recite o Confiteor... etc. e passando em revista os mandamentos de Deus e da Igreja, os sete pecados capitais e os seus deveres de estado, acuse com toda a sinceridade as faltas que você tiver notado ao fazer o exame de consciência. Se tiver vergonha de se expressar, sobretudo quanto aos pecados contra a pureza, peça ajuda ao confessor, peça que ele faça perguntas a você. O padre está acostumado com essas coisas e o fará de boa vontade, para facilitar a confissão.
Não tente se desculpar: de nada serve. Não conte histórias e não perca tempo em discursos inúteis; então, quando terminar, peça perdão de todo o seu coração ao bom Deus. Escute com atenção os conselhos do padre e a penitência que ele impuser; enquanto ele dá a bênção ou a absolvição, abaixe humildemente a cabeça e recite o ato de contrição ou o Pai Nosso. O momento de absolvição é um momento solene: é o momento em que o padre perdoa em nome de Jesus Cristo...
A Confissão - Monsenhor de Ségur
Nenhum comentário:
Postar um comentário