sexta-feira, 30 de maio de 2025

Pobreza e Espírito

III. A pobreza de coração

Jesus ordena a seus discípulos que prefiram a tudo e a todos e lhes propõe que renunciem a todos os bens por causa dele e do Evangelho. Pouco antes de sua paixão, deu-lhes como exemplo a pobre viúva de Jerusalém que, em sua indigência, deu tudo o que possuía para viver. O preceito do desprendimento das riquezas é obrigatório para se entrar no Reino dos céus.
Todos os fiéis de Cristo "devem dirigir retamente seus afetos para que, por causa do uso das coisas mundanas, por causa do apego às riquezas contra o espírito da pobreza evangélica, não sejam impedidos de tender à perfeição da caridade".

"Felizes os pobres no espírito" (Mt 5,3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, a quem já pertence o Reino.

"O Verbo chama de "pobreza em espírito" a humildade voluntária de um espírito humano e sua renúncia; o Apóstolo acrescenta, como exemplo, a pobreza de Deus quando diz: "de rico que era, tornou-se pobre por causa de vós" (2Cor 8,9).

O Senhor se queixa dos ricos porque encontram, na profusão dos bens seu consolo (Lc 6,24). "O orgulhoso procura o poder terreno, ao passo que o pobre em espírito busca o reino dos céus". O abandono nas mãos da providência do Pai do céu liberta da preocupação do amanhã. A confiança em Deus predispõe para a bem-aventurança dos pobres. Eles verão a Deus.


Catecismo da Igreja Católica 2544-2547

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