Quando lemos a biografia de muitos homens (de todos, talvez, desde que a narrativa seja sincera), notamos que as condições de sua infância, de sua educação ou de sua vida não os predispunham para o que realizaram. Não foi por causa dessa educação, foi apesar dela muitas vezes que eles puderam desenvolver-se. Uns não tinham livros; escondiam-se para aprender... Isso leva a pensar no significado da palavra propício; sabemos nós alguma vez o que não é propício? Muitas vezes acontece que o elemento mais favorável não faz falta. É que a falta do objeto exterior faz surgir em nosso centro um impulso que o substitui; é o eu substituindo a coisa, é o gênio. Todas as vezes que substituímos um objeto por um auxílio vindo de nosso interior, estamos no caminho da renovação de nós próprios e do mundo. De modo que nunca é necessário lamentarmos demasiado pelos que sofrem de uma falta, desde que eles tenham feito o juramento de perseverarem.
O Trabalho Intelectual. Conselho para os que Estudam e Para os que Escrevem - Jean Guitton
Nenhum comentário:
Postar um comentário