O Catecismo começa dizendo que "as virtudes humanas são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade" (n. 1804). Ou seja que não são tendências instintivas ou espontâneas, como os traços de temperamento mas devem ser adquiridas com empenho e esforço constante. Por isso, as virtudes humanas podem ser chamadas também "virtudes adquiridas".
As virtudes não nascem feitas embrulhadas. Da mesma maneira que não nasce feito tudo o que tem valor e requer esforço de conquista: ser engenheiro eletrônico, spalla de orquestra sinfônica, pesquisador ou médico.
Os que não lutam por ganhar virtudes – lembre-se disso – constroem o edifício da vida sobre "estacas" de vidro barato e quebradiço. São frágeis, vulneráveis a qualquer impacto. E a vida tem muitos impactos...
Creio que você já conheceu, no mundo do trabalho, pessoas inteligentes, tecnicamente bem preparadas, que esbanjam categoria como especialistas, mas que fracassam porque são desleais, arrogantes, indisciplinados, convencidos, criadores de caso... Não podem edificar uma boa vida profissional porque não têm as "estacas" firmes das virtudes
E que dizer dos casamentos desintegrados – edifícios desabados –, porque se baseavam em estacas frágeis, de vidro colorido: as da paixão, da ânsia de prazer físico e afetivo, do aconchego recebido. Mas não tinham as "estacas" sólidas da doação, da compreensão, da paciência, da abnegação, da generosidade, do ideal familiar.
A Conquista das Virtudes – Francisco Faus
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