Na ocasião do encontro amoroso, vivido em toda sua profundidade, esperado por anos, conversamos com "a hora que soa ou [com] o sol que se esconde, a fim de dar a nossas almas o tempo de se admirarem e de se unirem em um outro silêncio, que o murmúrio dos lábios e do pensamento não poderá perturbar"¹. Maeterlinck reencontra aqui Jean Paul, que escrevia: "Quando desejo amar com muita ternura uma pessoa amada, e perdoar-lhe por tudo, eu apenas tenho que a olhar em silêncio por algum tempo"².
¹ MAETERLINCK, M. "Emerson". In: Le Trésor des humbles. Op. cit., p. 80.
² Jean Paul, Apud MAETERLINCK, M. "La Vie profunde". In; Le Trésor des humbles. Op. cit., p. 146.
História do Silêncio - Alain Corbin
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