não me defendas; concede-me o prêmio da morte gloriosa.¹
Eu também sei, caro pai, desferir duros golpes com a destra.
Sangue também espadana das grandes feridas que eu abro.
Uma vez ou outra sua mãe divinal não virá ocultá-lo
nalguma nuvem, enquanto ela própria na sobra se esconde”.²
“Quam pro me curam geris, hanc precor, optime, pro me
deponas letumque sinas pro laude pacisci.
Et nos tela, pater, ferrumque haud debile dextra
spargimus; et nostro sequitur de vulnere sanguis.
Longe illi dea mater erit, quae nube fugacem
feminea tegat et vanis sese occulat umbris”.
Livro XII
Eneida – Virgílio – tradução de Carlos Alberto Nunes
¹ Morte gloriosa: a bela morte dos guerreiros.
² Alusão à capacidade de Vênus, mãe de Eneias, de ocultá-lo no meio das batalhas.
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