A união na recordação
O poeta amigo de Rodin, Rilke, escreveu: "Talvez os mortos sejam aqueles que se puseram à parte para meditar sobre a vida". Eles meditam, com efeito, mas vivendo, e com eles podemos meditar para bem viver, e juntos. Estando divididos, a comunidade de culto em relação aos mortos nos aproxima, e isto mesmo se esses ausentes tenham sido outrora aliados imperfeitos, e até criadores de problemas.De qualquer maneira, nossos mortos são a reserva moral da família. Têm meios para intervir nos momentos difíceis da vida e dos relacionamentos. Um grande poder de pacificação emana deles: são, para nós, um viático. Quando sofremos ou estamos extenuados, essa grande serenidade nos sustenta, como a doçura dos astros numa marcha noturna.
Nossos Mortos - A. D. Sertillanges
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