Ser conservador é preferir o familiar ao desconhecido, preferir o tentado ao não tentado, o facto ao mistério, o real ao possível, o limitado ao ilimitado, o próximo ao distante, o suficiente ao superabundante, o conveniente ao perfeito, a felicidade presente à utópica. As relações e lealdades familiares serão preferíveis ao fascínio de vínculos mais proveitosos; comprar e expandir será menos importante que conservar, cultivar e desfrutar; a dor da perda será maior que a excitação da novidade ou da promessa. É ser igual ao nosso próprio destino, é viver ao nível dos meios, contentar-se com a necessidade de maior perfeição pessoal como com as circunstâncias que nos rodeiam.
Rationalism in Politics and Other Essays - Michael Oakeshott
Li esta citação em: http://sensoincomum.org/2016/11/06/deturparam-marx-milesima-edicao/
Há também um artigo do Bruno Garschagen na Gazeta do Povo com essa mesma citação.
Publicado no Facebook em 7 de Novembro, 2016
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