A mente orgulhosa e racional, confortável com sua certeza, enamorada do próprio brilhantismo, é facilmente tentada a ignorar o erro e varrer a sujeira para debaixo do tapete. Os filósofos existencialistas literários, começando com Soren Kierkgaard, conceberam esse modo de Ser como “inautêntico”. Uma pessoa inautêntica continua a perceber e agir de maneiras que a própria experiência demonstrou serem falsas. Ela não fala com a própria voz.
“Aconteceu o que eu queria? Não. Então meu objetivo ou meus métodos estavam errados. Ainda tenho de aprender algo”. Essa é a voz da autenticidade.
“Aconteceu o que eu queria? Não. Então o mundo é injusto. As pessoas são invejosas e burras demais para entender. É culpa de alguém ou de alguma coisa”. Essa é a voz da inautenticidade. Há uma distância muito curta daqui para “eles devem ser impedidos”, “eles devem ser machucados” ou então “eles devem ser destruídos”. Sempre que você ouvir sobre um acontecimento incompreensivelmente brutal, essas ideias se manifestaram.
12 Regras para a Vida: um Antídoto para o Caos - Jordan B. Peterson
Publicado no Facebook em 24 de Julho, 2018
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